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3. Spillover-spreading error (SSE)

O conceito de Spillover-spreading error (SSE) foi apresentado pela primeira ver pelo grupo de pesquisa de Mario Roederer, em 2013 (homenageado ano passado na seção “Mario Roederer Tribute”, durante a CYTO 2025) e é aplicável na citometria de fluxo convencional e também na espectral (Figura 1).



Temos contato com o Spillover-spreading error (SSE) sempre que realizamos citometria de fluxo com mais de um parâmetro e precisamos aplicar o processo de compensação de sobreposição espectral (também chamada de fluorescence spillover). O principal impacto do “transbordamento” (fluorescence spillover) da fluorescência em múltiplos detectores é a redução a sensibilidade dos detectores afetados. Quanto maior for o transbordamento de fluorescência em um detector, mais reduzida será a sua sensibilidade.



O cálculo de Spillover-spreading error (SSE) quantifica este transbordamento de fluorescência e por meio da Spillover-spreading matrix (SSM), é possível identificar quais fluorocromos afetam negativamente a detecção da fluorescência de outros fluorocromos. Quanto maior o Spillover-spreading error (SSE) associado a um fluorocromo, menor será sua capacidade de separar populações positivas das negativas. Desta forma, a SSM pode predizer o desempenho do painel de citometria de fluxo que construímos, e suas informações devem ser consideradas para construção de um painel de citometria espectral. 


As colunas da Spillover-spreading matrix (SSM) correspondem aos fluorocromos que são afetados pelos fluorocromos listados nas linhas (Figura 2). Uma dica prática é alocar antígenos que não apresentam co-expressão e com alta expressão em fluorescências com alto Spillover-spreading error (SSE).




Referências:

10.1002/cyto.a.24841

10.1002/cyto.a.22251

 
 
 

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